sexta-feira, 12 de março de 2010

A hora da bucha.



No navio tinha um spa muito bacaninha, uma pena que não tirei fotos. Tinha uma piscina aquecida de água salgada que eles chamavam de 'talassotermal' e nós chamávamos de 'sopa', havia duas jacuzzis, um restaurante de comida saudável (que fechava às 14 horas, sempre que eu voltava da praia cedo parava por lá pra almoçar porque era bem gostoso), uma academia equipada da qual não passei nem perto porque, oi, estava em FÉRIAS, um jardim interno com sauna e outras frescuras, salão de cabeleireiro e vários serviços de relaxamento, beleza e estética, tanto para homens quanto para mulheres.

CLARO que todos os preços estavam pela hora da morte. Sobre eles ainda inicidia uma taxa de 15%, que era o valor revertido ao profissional que aplicava o tratamento, e mais alguma gorjeta extra que você quisesse dar, também para ir pro bolso desse profissional. Detalhe, o pessoal do spa só ganha sobre aqueles serviços que faz, sem salário fixo. Então, se você faz um tratamento com determinado profissional, pode rolar de ele te dar um desconto num próximo, se feito com ele próprio. Dica pra quem for viajar de navio e quiser fazer uma massagenzinha relaxante, ou alguma outra coisa? Quando o navio está no porto alguns preços baixam, porque a maioria das pessoas vai para terra firme e eles querem vender. Não que você precise passar o dia enfurnada no spa do navio - eu por exemplo acordava muito cedo, ia pra praia, depois dava uma passeadinha e SEMPRE voltava bem antes de o navio sair.

Rolou uma promoção de massagem em diversos pontos do corpo por 99 dólares, e minha mãe resolveu me dar de presente de aniversário atrasado. Claro que eu amei. Escolhi couro cabeludo, obviamente costas, e pernas, porque é o único lugar onde rola uma celulitezinha. Foi muito legal, porque a sala de massagem tinha vistona do oceano, o óleo de frangipani que foi usado era super hidratante e tinha um cheiro delicioso, e a moça que me atendeu (Amanda, que era do Reino Unido, mas não sei exatamente de onde - ela tinha um sotaque super diferente) era muito fofa. Relaxei horrores, e depois da massagem ela me ofereceu, com desconto, um tratamento pra gordura localizada e celulite que prometia reduzir até 2 centímetros da borda de catupiri já na primeira sessão. Fiquei tentada, mas acabei gastando tudo em pina colada depois, e deixei pra lá.

Mesmo assim, Amanda me deu a dica: diariamente, no banho, era preu massagear minhas pernas (repito, onde eu tenho os catupiris e as celulites) com uma escova macia, que ativasse a circulação, mas ao mesmo tempo não machucasse a pele. Ela disse que, depois de um tempo, o resultado era visível. E eu acreditei, porque na época em que eu tinha tempo, fazia automassagem nas pernas com as mãos mesmo e creme hidratante comum, e achava que elas eram melhor torneadas do que hoje.

Daí veio o assalto: a escova de fibra de não sei qual alga marinha que eles vendiam por lá custava 44 dólares. OITENTA E POUCOS REALIZADOS POR UMA ESCOVA. Pela minha cabeça passou a imagem de mim mesma roubando a escova que minha mãe usa pra limpar os tapetes da área de serviço, e passando nas minhas pernas durante o banho. Dã, não comprei. Estava crente que ia achar uma genérica aqui no Brasil por 10 dinheiros e que me fizesse feliz.

Quando voltei pra casa vi que minha tia tem uma coleção de buchas. Todas guardadinhas no armário, ali bonitinhas, esperando para serem postas em uso. E agora, em todos os meus banhos, automassageio e autoesfolio minhas pernocas com a bucha, que eu acho que tem menos chance de me machucar se eu errar a mão do que uma escova. O efeito também é mais suave do que um esfoliante cosmético tipo aquele da Natura que eu adoro, o de açaí (e por favor não venham defender o açaí, eu não gosto de açaí assim como não gosto de chucrute, e nenhum alemão ofendido veio aqui defender o chucrute), por isso não vi problemas em usar todos os dias.

Ainda não faz um mês que estou nessa, mas se o resultado for bom - ou se o resultado EXISTIR - eu conto.

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Mais Going Vain.



Corrão (sic)* lá no O que não é essencial, porque hoje tem mais um episódio de 'Going Vain', a coluninha desta que vos escreve. É sobre o esmalte da OPI que eu estava usando na foto que tirei do spray secante da Aspa. Tudo é fofo nesse esmalte, desde o nome até a cor. Confirão (sic)* lá!!!






*Teste de vestibular - quem responder corretamente ganha uma caixa de Miojo**: Por que os termos 'corrão' e 'confirão' aparecem em itálico e seguidos do termo 'sic'?
a) porque Joo é iletrada
b) porque verbos são difíceis mesmo
c) porque sim
d) porque Loo mandou
e) minha mãe mandou bater nesse daqui




**era mentira. a gente não vai dar caixa de miojo pra ninguém, pois já comemos tudo sozinhas!

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quinta-feira, 11 de março de 2010

A most ingenious paradox**: se todo mundo tá usando, ainda é legal???



Já há um tempo que as lojas de departamento brazucas (aliás as estrangeiras também, Forever 21 é um exemplo) estão repletas de tachas, paetês e afins - roupas esburacadas ainda não pegaram por aqui, mas não duvido que apareçam. Blogs e blogs de meninas criativas e empreendedoras mostram DIYs de como tachar tudo, desde sapatos até jaquetas. E gente fazendo as próprias roupas e acessórios tá no top 10 de coisas que eu acho o máximo. Balmain cobra um caminhão de euros por um blazer tachado? Azar o dele, porque na C&A capaz de ter por dois dígitos de real.


Esses são os fatos.


Agora vem o paradoxo: quando uma tendência ditada na Europa (e que às vezes já foi ditada há algum tempo) aparece por aqui, primeiro no Fashion Week e depois, em lojas que o bolso da brasileira 'média' realmente comporta (aquelas de sempre do shopping e os nossos queridos grandes magazines), todo mundo fica super empolgado. Claro que a empolgação faz parte! Afinal, o novo é sempre empolgante, né? Quem estava ansioso esperando fica exultante e quem nunca experimentou até pode dar uma chance pra ver se, quem sabe, curte.


Em um segundo, todo mundo tá usando aquilo. Na rua, na chuva, na fazenda, no shopping, na faculdade, no trabalho, na academia, na aula de francês. E assim a coisa permanece por dias. Meses. E pouco a pouco, algumas pessoas começam a torcer o nariz pro que no começo era tão legal. Ok, pode ser que a tendência tenha enjoado. Mas o grande problema que elas vêem não é esse. O grande problema é justamente que 'todo mundo tá usando'. Desde a colega da faculdade até a caixa do supermercado.


Esqueçam por um momento o 'alto comando da moda', porque nessas alturas acho que eles já estão umas 20 tendências na frente. Tô falando de gente como a gente. O que eu tenho visto de galera reclamando das tais tachas e dos tais paetês não tá escrito em nenhum almanaque. E a razão nem é porque deixaram de gostar deles (ou talvez porque, desde o início, nem gostassem). A razão é a caixa do supermercado estar usando. A tia do salgado. A tia do xerox. A tia do banheiro. A moça no ônibus. Enfim. O grande paradoxo, pra mim, é dizer mil vezes que uma coisa é tão legal, tão legal, tão legal, daí todo mundo começa a usar, e quanto todo mundo começa a usar, aí a coisa já não é mais tão legal, porque virou comum, virou povão, virou ralé. Ma oê, o que vocês esperavam???? E ué, se tá aí pra todo mundo usar, qual o problema de TODO MUNDO - eu, você, a vizinha, a Kate Moss, a tia do salgado - usar?????


Se alguém entende isso, me explica? Porque eu não entendo! Pra mim, ou você gosta de uma coisa, ou não gosta, e é esse o primeiro critério que define o que você vai usar. Não é? Exemplo, eu gosto de moletom-canguru since 1978, ou seja, desde SEMPRE. Se amanhã o Marc Jacobs disser que moletom-canguru é uma droga, provavelmente irei mandá-lo pegar no meu canguru, ele nem vai ligar, eu vou continuar usando a peça e assim caminha a humanidade. Sim, eu acho possível você enjoar de uma coisa que antes gostava, como eu enjoei de sprite zero. E eu acho possível você começar a gostar de uma coisa pra qual antes torcia o nariz, como eu com o Clash (isso foi depois de ouvir I fought the law em sérvio!). Mas é legal que isso parta de você, né, e não de um evento externo.


Se hoje você tem um vestidinho preto de tachas que foi comprado na C&A, é muito possível (e até provável) que vá com ele a alguma balada e encontre uma outra moça usando exatamente a mesma roupa. Isso já me aconteceu algumas vezes. Já rolou inclusive de eu esperar 'passar a febre' de alguma coisa pra depois usar, isso porque realmente tinha curtido a peça e não estava muito aí pra temmmmdemmmmsia nenhuma. Mas mesmo que isso aconteça, é bacana lembrar que ninguém é igual a ninguém. E que eu, com meus 1,54m de altura dificilmente vou ficar "igual" à @liviaforte ou à Je Romanciuc (ambas com seus 1 metro e 80 e ai meu deus perdi as contas), ainda que a gente use a mesma roupa.


Acho que é uma coisa pra se pensar na hora de comprar: eu gosto mesmo disso aqui, ou tô comprando porque alguém disse que é legal? E se eu tô comprando porque alguém disse que é legal e a moda vai 'passar', e talvez eu não queira usar mais, quem sabe não é melhor eu gastar o menos possível nessa peça? Ah, e tem também que a moda vai-e-vem, então provavelmente se alguém disse há seis meses atrás que tacha era legal e hoje diz que não, daqui a uns anos vai estar dizendo que é legal de novo.


Isso é só um conjunto de pensamentos, talvez bastante ingênuos até, sem certo e sem errado. Nada pra inflamar ânimos, hein? É apenas a visão de uma pessoa que é o mais estranha ao 'mundo da moda' possível: nunca tive contato profissional com isso afora os contatinhos do VnF?, nunca estudei isso, e acho que a vida nem vai me dar essa oportunidade. Mas é a opinião de alguém que procura usar o cérebro que tem, e que vê as coisas numa posição de 'consumidora remediada' e da 'brasileira média' que citei no comecinho.


Bora debater?






**alguém aqui também gosta de Gilbert and Sullivan??? :)

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Guarda-roupa da Creuza: dois dígitos na C&A.



Fui praticamente obrigada a passar na C&A sábado passado porque respectivo e melhor amigo foram à galeria do rock atrás de discos de vinil (basicamente foram trocar só a capa ou só o disco em casos que o disco estava bom mas o gato mijou na capa, ou quando a capa estava boa mas o disco estava 'um tom abaixo' - pra quem, como eu, não entende nada de música e tocal mal até campainha, ao que parece coisas assim realmente existem) então ou eu ia na C&A, ou participava dessa coisa muito louca da turma do vinil. Optei por um programa saudável - aquele em que cada um faz o seu, sem crise - e fui xeretar as araras da loja que havia ali ao lado.


Tchôfalar? Achei bizaaaaarrrrrrraaaaaaasss as fotos, na vitrine, de Isabeli e cia. todas montadas no 'estilo rocker', com direito a cenário de árvore morta e lua cheia com morcego passando na frente (gente, era um morcego, um pássaro, um avião ou o Christopher Reeve?). Que vibe Álvares de Azevedo era aquela, hein? E pra ser sincera achei a tal coleção nova bem mais ou menos... tirando umas botinhas, sapatilhas e bolsas que curti, o resto estava isso aí, mais ou menos. Tinha um casaco cinza-prata matelassado que eu até gostei, mas tive dó de dar 129 dinheiros nele. E achei #fail as animal prints e a tal saia de paetês, embora tenha achado que dá pra fazer um charme com o coletinho de paetês (R$50). Em geral, preferi o "acervo" (o geralzão mesmo) do que a coleção Isabeli e cia. Isso não obstante eu adore a Isabeli. Falei com ela num dia em que ela estava lindíssima de doer (é sério), de vestidinho e chinelo, num bar onde meu ex-Voldemort trabalhava, trazendo Henri Castelli a tiracolo. Os dois foram superfofos comigo (e só falei com eles porque Henri era habitué do local, conhecia Voldemort e Voldemort me apresentou ao casal) mas claro que só eu lembro disso, porque eles são famosos e eu sou só eu!


Agora que destilei esses pequenos recalques, vou mostrar pra vocês os itens que eu arrematei. Todos eles têm preço de dois dígitos, e folguem em saber que 1) levei 10 itens pro provador e saí dele com 2, e 2) hoje seis outras peças foram para a minha sacolinha do desapego. Talvez em breve eu até faça brechó online com as coisinhas que eu acho que as leitoras vão curtir. Por ora, vamos lá:



Essa botinha eu achei uma graça, e é a coisa mais macia. É da Moleca, aliás, marca preferida por 10 entre 10 vovós que gostam de conforto. Eu trouxe pra casa porque na viagem a NY tinha uma parecidíssima na Forever 21 que eu quase comprei, mas é que ela parecia muito plástica, sabe? E não é porque sou adepta do couro ecológico que vou usar algo que parece saco de lixo (mal) reciclado). Custou R$99,90, deixando de cruzar a linha dos três digitos por um nariz!!!



A compra do vestido acima também aconteceu por conta de uma frustração fashion passada. Certo dia vi na vitrine da M Officer um desses vestidos tipo melindrosa, mas ele era todo bordado com aquelas franjas mesmo. Era super fofo. Claro que eu provei e ficou um desastre, mas a culpa foi mais minha do que do vestido. Eu sou o contrário do padrão brazuca de mulher (se é que há isso, e se não há me desculpem, contanto que vocês entendam o que quero dizer, tá valendo): eu engordo da cintura pra cima. Se eu estiver, sei lá, 30 kg acima do peso, minha bunda e coxas continuam quase que do mesmo tamanho, enquanto da cintura pra cima fico parecendo o Stay Puft. Daí que, mesmo em épocas de peso ideal ou um pouco só acima, roupas que têm camadas na altura dos seios, e especialmente essas com decote reto e alças, não me favorecem. Nem fiquei triste por ter ficado horrenda no vestido, porque aí a vendedora me contou que ele custava R$538. De modo que continuei sem vestido-melindrosa, mas meu bolso também não foi estuprado. Êniuêi. Levei esse aí pro provador já antevendo a tragédia. Que não aconteceu. Ficou bonito, o desgraçado. Claro que meus braços podiam ser mais finos, mas também não dá pra querer tudo.



Essa foto acima é pra vocês entenderem que o vestido não é só uma sobreposição de trapinhos. Fica fofo justamente porque o tecido de malha é franzido, e eu espero que continue assim depois de lavar, hehehe. O preço não só era convidativo como também era sugestivo: 69 (uy!) reais e 90 centavos. Dois dígitos portanto.



Eu não gostava muito de xadrez até o advento da minha camisa xadrez, que já até sabe o caminho de casa pra faculdade. Daí comecei a amar xadrez. E mais uma frustração fashion (um vestido quase igual a esse da foto que experimentei na Canal e o tamanho P me fez parecer um bujão de gás em dia de São Pedro) me fez provar essa fofurita de R$59,90. Na verdade ele é um pouco mais roxo (roxo eu já amava), mas o flash da câmera de mamãe não é lá muito meu amigo. Vou usar com jeans, com legging, com bota, com sapatilha, com chinelo, com jaqueta jeans, com sandália. E ainda me deu um up na autoestima, porque é tamanho 36.


Gente, depois que eu saí da C&A nesse dia fiquei pensando sobre a overdose de tachas e paetês nas roupas. O resultado é que hoje à noite vem um post sobre um paradoxo que eu vejo (e já vi algumas meninas falando que também vêem) na moda que começa nas marcas famosonoas e 'desce as escadas' pras lojas de departamento. Portanto, não mudem de canal (só se estiver passando Lost!).



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quarta-feira, 10 de março de 2010

Então quer dizer que agora pode?



Hollywood anda agitada. Tiveram os Oscars e a primeira mulher a ganhar um prêmio de melhor direção. Daí morreu Corey Haim. Segundo o Fred, foi de overdose de tanto aparecer na sessão da tarde com uma turma da pesada, aprontando altas confusões. Na verdade, quando eu soube da morte de "Corey", tomei um susto. Achei que fosse o Feldman, que (para mim) está acima do bem e do mal porque fez Os Goonies. Mas foi Haim quem se fue, e Feldman continua vivo e bem, trabalhando todos os dias no xerox da Letras USP. Confiram.

Mas eu quero mesmo é falar da Sandra Bullock. Acho legal a Sandra Bullock. Já me disseram muitas mil vezes que me pareço com ela, mas pra constar, na minha opinião não tem nada a ver (eu pareço mesmo é com a Laura Pausini que é nariguda, dentuça, peituda e italiana que nem eu). Quando a Sandrinha ganhou a Framboesa de pior atriz, aliás, eu morria de VA quando alguém dizia que eu parecia com ela. E olha que adoro a Miss Simpatia. Enfim, considerando que ela ganhou um prêmio da 'acadimia' (Ana Maria Bahiana feelings) e já é realmente uma atriz da lista A de Hollywood, agora podem dizer que pareço com ela, mesmo que eu não ache. E quem sabe eu aproveite e veja o filme, já que nem sonho de quê se trata.




Outra coisa que eu acho que agora vai "poder" é passar batom na bochecha, como se fosse blush. Explico: todo o make da Sandra Bullock na festa do Oscar era Chanel, inclusive a maquiadora. E sabem o batão vermelhão-rosadão que ela usou nos lábios? Bem, ao que parece a maquiadora o usou também, de leve, nas maçãs do rosto, como se fosse um blush cremoso. O staff do VnF? ficou todo muito contente (incluindo todos os departamentos: redação, criação, assessoria, jurídico e recursos humanos) pois todo mundo aqui tem mania de sair só com um batão na bolsa e, ao receber aquele telefonema de última hora chamando pra balada, usar o batão nos lábios e espalhado nas bochechas, sem dó. Já chamaram a gente até de palmeirense (quer dizer, de suininha) por fazer isso, mas agora que temos a chancela de Maison Chanel, temos certeza de que a situação irá mudar. Batom na bochecha é o novo preto.

E como eu sei sobre o make da Sandrinha? Rá, ontem ela me ligou e contou. Myntchyra, saiu tudo aqui (de onde também saiu a foto que ilustra o post).

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Resenha da Leitora Camila: Recuperando e cantando e seguindo a canção



oi Produtos para recuperar cabelos danificados

Eu tenho luzes californianas em meus cabelos e, vez ou outra, faço progressiva na raiz. Não vivemos sem uma quimicazinha nas melenas, não é mesmo? No ano passado meu ex-cabelereiro deixou meus cabelos tempo demais com aqueles papelotes das luzes e parte dos meus cabelos tostaram. Achei que aquilo estava muito errado, mas ele me disse que com a progressiva, feita logo em seguida, tudo se resolveria. Claro que não se resolveu e isso explica o uso do "ex" logo ali em cima. Eu mantenho relações de confiança com cabelereiros, e, quando confio, sou besta e acredito. Acreditei e me ferrei aí nesse caso. Saí dessa relação amargurada e com um palmo de cabelos estragados. Ah, como é difícil o término de um relacionamento!

Eu não quis cortar toda a parte estragada senão ficaria chanel. Não fico bem de cabelo chanel. Então optei pelo longo caminho dos cortes periódicos e tratamentos de hidratação. Só que fazer esse tipo de tratamento em salão sai caro e eu não tinha essa bufunfa toda. Tive que apelar, então, pros nossos amados produtos baratinhos. Foram meses e meses até eu me dar por satisfeita com minhas madeixas e, hoje em dia, embora longe da perfeição (mesmo porque tenho pouco cabelo e eles são finos. Perfeição é ter vasta cabelereira hidratada), estou bastante satisfeita com o resultado. Nesses meses fiz umas duas hidratações L'Oreal e uma Kérastase, em salão, que, obviamente, cumpriram seu papel. Mas meu agradecimento pelos fios recuperados vai para:

- Linha Reconstrução Estrutural da Seda: é uma linha forte. Deu uma BOA recuperada nos fios desidratados e porosos mas, depois de uns dois meses usando essa linha, meus cabelos começaram a ficar pesados. Eu usei o creme de tratamento ao invés do condicionador e dei uma turbinada com umas gotas de Bepantol líquido (ajuda muito, mas faça isso por sua conta e risco e nem venha me culpar depois). Fazia hidratações deixando uns 20 minutos sempre que eu tinha tempo.

Cabelos cansaram, hora de mudar de shampoo.

- Shampoo Éh Antiidade e Revitalizante de Lichia – Shampoo Éh Folha de Louro e Raiz de gengibre: existe aquele lance de sempre lavar os cabelos duas vezes, né? Lava, enxágua, lava novamente, enxágua novamente; aí usa o condicionador. Eu fazia assim: uma vez com o de Louro e Gengibre (que é transparente e limpa bem) e outra vez com o de Lichia. Finalizava usando o condicionador de Lichia. Os produtos da Éh são super cheirosos e esse ritual todo foi excelente pros meus fios. Excelente mesmo. Produtos Éh são um pouco mais caros, mas, no meu caso, o investimento valeu a pena.

Mas como sempre precisamos de uma hidratação powerful, comprei o...

- Programa de revitalização capilar Garnier Fructis (cabelos coloridos e com mechas): o sistema vem com 4 cápsulas de concentrado intensivo de óleo de fruta, pra usar uma vez por semana misturado ao creme. Achei que isso fosse apenas uma firula mas que nada! Desde que comecei a usar esse sistema meus cabelos ficaram mais hidratados sim! E olha que eu nunca botei muita fé nos produtos Fructis, pois já havia usado no passado e me decepcionado. Dessa vez, gostei muito. Importante ressaltar que quando uso essa máscara, lavo os cabelos apenas com o shampoo transparente, que limpa bem.

Sinto diferença no toque, os cabelos estão mais macios, e sinto diferença na aparência geral, as pontas não estão mais ressecadas e, mesmo quando não seco com secador, os cabelos ficam ajeitados.

Claro, os produtos são essenciais, mas a constância nas hidratações fazem toda a diferença. Além disso, lavar os cabelos duas vezes e usar máscara no lugar do condicionador ajudam bastante na recuperação. E, dica de vários cabelereiros que conheci: antes de passar a máscara ou o condicionador, tire o excesso de água dos cabelos com uma toalha. Isso faz com que o produto fique mais concentrado nos fios, sem estar dissolvido em água.

É isso! Acho que é muito bom saber que é possível recuperar cabelos que estavam no estado crítico de palha de choupana sem ter que apelar pra produtos super caros e que acabam com nossa conta bancária.

E um apelo: estou órfã de cabelereiro, se alguém conhecer um que seja BOM mas não custe o valor de minha alma, na região do Brooklin/Itaim/Faria Lima, por favor, me indique!

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Mais uma chance pro Matt Plus.



Semana passada meu Matt Plus (se você chegou AGORA, Matt Plus é o matificante de esmalte da Big Universo) quase entrou pra sacolinha do desapego. Porque eu, a bem da verdade, tava louca pra experimentar unhas matte e, quando experimentei, achei bizarro. Gostei mais, como já disse aqui, das 'fingernails that shine like justice' como canta o Cake.


Resolvi dar uma última chance pro coitado e usei com um vermelhão puxando pro vinho da Bourjois (daquela linha 1 seconde, que tem o pincel grandão e ótimo), e o resultado dá pra ver mais ou menos na foto desse post, sendo a mancha na unha do dedão uma bizarrice fotográfica que não existia na vida real.


Achei com cara de inverno. E como já já tem inverno, o Matt Plus foi salvo pelo gongo, e vai ter a honra de morar mais um tempo na minha caixinha de esmaltes (não tiveram melhor sorte dois outros esmaltes da Big Universo, que eu achei ralos e estranhos, pra mim a marca nem é essas coisas todas). Como eu já tinha mencionado em um dos posts que linkei acima, acredito mesmo que o Matt Plus orne melhor com unhas escuras. E queria pedir um favor: deixem nos comentários dicas de cores com as quais vocês acham que o Matt fica legal. Tô aceitando (e agradecendo!) recomendações.


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terça-feira, 9 de março de 2010

'Nosso' macho sem frescura!



Lembram do Fábio, que escrevia pra gente a seção Macho sem Frescura, e depois se fue para local incerto e não sabido????


Então!!!!


Ele agora comanda o Cosméticos Masculinos, com dicas do mundo da cosmética para moços... mais ou menos o que ele fazia por aqui, mas agora com direito a casa própria, nada de dividir mais a casa com duas meninas. Se bem que o Fábio era até comportado, não deixava toalha molhada em cima da cama, abaixava o assento do vaso sanitário... /tozoandopelamordedeushein!!!!>


A gente recomenda, desde já pedindo ao Fábio que não suma de seu próprio blog e que nos traga posts inéditos todo sábado!






(Tá, podem rir da tag 'leitura da semana'. Eu deixo. Sei que já virou 'leitura do semestre'...)



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segunda-feira, 8 de março de 2010

Meus blushes em creme: Maybelline, MAC e Vult.



Resolvi fazer esse post após uma arrumação das minhas maquiagens (com desapegos inclusive, que já foram devidamente doados). É uma resenha-comparação das três marcas de blush em creme que tenho: Maybelline, MAC e Vult. Vão fotinhos das cores abaixos, emprestadas, com os devidos links:


foto daqui


Eu amo blush rosa, e por amar tanto a base DreamMatte mousse da Maybelline, fiquei tentada a experimentar o blush em mousse da mesma linha e mesma marca. Aproveitei a viagem de dezembro passado pra NY (onde ele custa mais ou menos a metade do preço) e comprei a cor 'pink frosting'. Só fui testá-la aqui no Brasil e fiquei meio decepcionada. Não por causa da textura, embora eu tenha um pouco de trauma de texturas 'mousse' depois do iluminador #fail da Contém 1g. A textura até que é bem gostosinha, dá pra aplicar com a mão, com esponja, com pincel de blush chanfrado, com pincel de pó, com o que vc quiser. Só que a coisa é SÓ BRILHO. Me senti saindo do Gala Gay de carnaval, de tanto que a minha bochecha ficou brilhante, e quase nada rosa. Tá, eu acho brilho legal, mas fiquei borocoxô porque eu realmente esperava um blush rosa fofo que me deixasse com uma vibe boneca. Nhé.



foto daqui, onde também há swatches


Então, que daí ganhei de presente o blush da foto acima. É o Blossoming, da MAC, também em creme. Ele tem um pouco mais de cor que o da Maybelline, é um coral bastante bonito... só que também é bem brilhante. Dá até pra usar como iluminador, e como a cor é mais fortinha, o brilho fica coral e interessante, diferentemente do DreamMatte, que deixa o brilho sem quaaaase nenhuma cor. E gente, tchôfalar: mesmo no exterior a MAC não é uma marca barata (tá, não é absurdamente cara, mas não chega a ser uma NYColor ou uma L'Oréal, que a gente encontra na farmácia a bons precinhos). Aqui, então, nem se fala. Assim, bem que eles podiam caprichar um pouco mais nas embalagens, né? Nem tô falando de design, é legal embalagem de make com design clean, dá aquela impressão de que a marca se preocupa mesmo com o que está DENTRO. Mas em TUDO o que eu tenho da MAC aquela tampinha redonda de acrílico cai toda hora, e eu tenho que ficar encaixando. Que bode disso!


foto daqui (a cor que eu mais gosto é exatamente essa!)

Chego a dar pulos de alegria quando meu item preferido vende na farmácia (yeah!!!!) e custa menos de R$10 (na verdade eu paguei menos de R$5, mas sei que os preços variam Brasil afora). Sério, fico toda animada e inclusive orgulhosa desse humilde bloguinho. Sim, o blush em creme da Vult brilha muito pouco, as cores são lindas e a fixação é bastante razoável. Além do que, dá pra usar na boca como stain, se ela estiver devidamente hidratada com um lip balm - eu não uso, mas a Loo eu sei que usa. Dá pra misturar com gloss incolor. E já vi creuza usando como sombra. Ah, se serve de consolo, a maldita tampinha de acrílico também cai, e também me dá bode...


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